Flavinho Luizetto — retrato

História Real

O príncipe sem reino: quando eu não me sentia pertencente

Antes do vício, existia um menino tentando entender por que não se sentia em casa em lugar nenhum.

Ler esta história
Compartilhe WhatsApp Telegram Facebook X

Muito antes da primeira dose ou do primeiro baseado, já existia em mim uma sensação de não pertencer. Eu era um menino criado no interior, por uma mãe solteira, com um pai ausente. E desde cedo carreguei a impressão de estar sempre um pouco fora do lugar.

Cresci olhando para os outros como quem olha por uma janela. Tinha afeto, tinha a minha avó Carmélia, tinha brincadeira. Mas tinha também um vazio difícil de nomear: o sentimento de que faltava um chão, um nome, um reino.

Eu me via como um príncipe sem reino, brincando em terras que pareciam não me pertencer.

Essa frase falou com você? Envie para alguém que precisa ler isso hoje.

Enviar no WhatsApp
Flavinho Luizetto em reflexão sobre infância, pertencimento e recuperação.
Flavinho Luizetto em reflexão sobre infância, pertencimento e recuperação.

A ferida que veio antes da droga

Hoje eu entendo que essa ferida de pertencimento foi o terreno onde, anos depois, a dependência encontrou espaço. A droga não criou o vazio — ela prometeu preencher um vazio que já existia.

Não conto isso para culpar ninguém. Conto porque entender a origem me ajudou a parar de me odiar e começar a me cuidar.

O que essa história mostra

A busca por aceitação raramente começa no vício. Ela costuma começar muito antes, na infância e na sensação de não pertencer. Olhar para a origem não é desculpa — é o primeiro passo do autoconhecimento.

O que fazer agora

  • Reconheça que a sua dor tem história — ela não começou na droga.
  • Procure um profissional para olhar essas feridas com cuidado, não sozinho.
  • Fale sobre o que sente com alguém de confiança. O silêncio alimenta o vazio.

Leia também

Esta história pode ajudar alguém que você ama. Compartilhe.

Compartilhe WhatsApp Telegram Facebook X

Próxima história

Ter sucesso não me trouxe felicidade

Instagram

Minha caminhada continua todos os dias no Instagram

No Instagram eu compartilho reflexões, bastidores da recuperação, fé, família, rotina e mensagens para quem está tentando sair do álcool, das drogas ou apoiar alguém que ama.

Seguir @flavinholuizetto no Instagram

Redes sociais

Continue acompanhando a jornada do Flavinho

Reflexões reais sobre recuperação, fé, sobriedade, família e reconstrução de vida.

Este conteúdo é um relato pessoal e informativo. Não substitui atendimento médico, psicológico ou emergencial. Em caso de risco à vida, procure imediatamente a emergência (192 / 190) ou o CVV (188).