A minha cabeça nunca foi quieta. Desde criança eu desenhava, criava, imaginava — e ao mesmo tempo me perdia entre mil ideias ao mesmo tempo.
Essa mente acelerada me deu criatividade e me deu trabalho. Era ótimo para inventar, ruim para focar. Bom para começar, difícil para terminar.
Eu conseguia pensar em um milhão de coisas ao mesmo tempo.
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O dom que também cobra preço
Por muito tempo achei que precisava de algo para “organizar” esse turbilhão. Foi por aí que a droga se apresentou como falsa solução — uma promessa de foco que cobrou caro depois.
Hoje eu cuido dessa mente com rotina, terapia e autoconhecimento, não com substância. O que parecia atalho era armadilha.
Uma mente acelerada pede cuidado, não anestesia. Buscar foco em substância troca um problema temporário por uma dependência permanente.
O que fazer agora
- Procure avaliação profissional para entender o seu funcionamento mental.
- Construa rotina e organização externas em vez de buscar “foco” químico.
- Use a criatividade como aliada da recuperação, não como desculpa para o uso.
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Este conteúdo é um relato pessoal e informativo. Não substitui atendimento médico, psicológico ou emergencial. Em caso de risco à vida, procure imediatamente a emergência (192 / 190) ou o CVV (188).
