Por muito tempo eu não me considerava alcoólatra. Afinal, era “só cerveja”, “só relaxar”, “só o fim do dia”. Mas o consumo foi crescendo até um ponto que hoje me assusta lembrar.
O álcool foi entrando na minha rotina como se fosse parte natural dela. Quando vi, ele já organizava o meu dia em torno dele.
Eu não me considerava alcoólatra, mas cheguei a tomar duas caixas de cerveja por dia.
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A negação que segura a porta
A negação é poderosa. Enquanto eu repetia “eu controlo”, o álcool já decidia o meu ritmo, o meu humor e as minhas escolhas.
Encarar a verdade — eu não controlava, eu era controlado — foi o que finalmente abriu espaço para pedir ajuda.
O alcoolismo não precisa de cena de fundo do poço para ser real. O consumo diário e a negação já são sinais sérios.
O que fazer agora
- Observe a quantidade e a frequência, não só os “problemas visíveis”.
- Desconfie da frase “eu controlo” quando ela precisa ser repetida.
- Procure ajuda especializada — alcoolismo é doença e tem tratamento.
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