Para mim, durante muito tempo, usar era quase “normal”. A maconha parecia inofensiva, a cocaína parecia produtividade e o álcool parecia só vida social. Tudo junto formava uma ilusão de controle.
Eu misturava as substâncias com a minha rotina de trabalho e de convívio, como se fossem detalhes. Não eram. Cada uma foi tirando um pouco da minha clareza.
Eu confundia a droga com a minha capacidade de ter sucesso.
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Quando o “controle” é parte da doença
A frase que mais me enganou foi “eu controlo”. Quem controla não precisa repetir isso o tempo todo. A própria insistência em controlar já era sintoma.
Normalizar o uso foi o que mais me atrasou. Demorei a aceitar que aquilo já mandava em mim.
A normalização do uso e a ideia de controle caminham juntas. Quanto mais natural a substância parece, mais perigosa ela já se tornou.
O que fazer agora
- Questione a ideia de que “todo mundo usa” ou que “é só social”.
- Observe se você precisa de substância para relaxar, trabalhar ou socializar.
- Aceitar que perdeu o controle não é fraqueza — é o começo da saída.
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