Tem dias em que a vontade de usar parece vir do nada. Mas quase nunca é do nada: existe um gatilho por trás. Aprender a reconhecer os seus gatilhos é uma das ferramentas mais poderosas para se manter firme.
Os principais tipos de gatilho
- Emocionais: raiva, tristeza, tédio, ansiedade, e até alegria em excesso.
- Sociais: pessoas e grupos ligados ao uso, festas, certos ambientes.
- Físicos: cansaço, fome, dor, insônia.
- Mentais: lembranças, "comemorar" com o uso, achar que "controlo agora".
Como mapear os seus
Depois de uma fissura, pergunte: o que eu estava sentindo? Onde eu estava? Com quem? Anotar isso por alguns dias revela um padrão. Quando você conhece o padrão, consegue se antecipar.
O que fazer quando o gatilho aparece
- Nomeie: "isso é um gatilho, não uma ordem".
- Mude de ambiente e de atividade.
- Ligue para alguém do seu apoio.
- Use seu plano de emergência para não usar.
O que evitar agora
Conhecer o inimigo é meio caminho
Gatilhos perdem força quando você os enxerga chegando. Veja como evitar recaída, conheça histórias reais e explore a categoria Recuperação.
Você não precisa vencer o gatilho na marra. Precisa só não obedecer a ele hoje.
Perguntas frequentes
O que é um gatilho?
É qualquer pessoa, lugar, emoção ou situação que reativa o desejo de usar. Pode ser interno (emoções) ou externo (ambientes e pessoas ligadas ao uso).
Como descubro meus gatilhos?
Depois de cada fissura, anote o que sentia, onde estava e com quem. Em poucos dias surge um padrão que ajuda você a se antecipar.
Dá para eliminar todos os gatilhos?
Nem sempre, mas dá para evitar muitos e aprender a atravessar os inevitáveis com um plano. Nomear o gatilho já reduz o poder dele.
Emoção boa também pode ser gatilho?
Sim. Comemorações e euforia também levam ao uso em algumas pessoas. Por isso vale conhecer todos os seus padrões, não só os negativos.
O que faço no momento do gatilho?
Nomeie o que está sentindo, mude de ambiente, acione alguém do seu apoio e use seu plano de emergência. A vontade é uma onda: sobe e desce.
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