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Orientação

Gatilhos da dependência química: como identificar e enfrentar

O que são gatilhos, como reconhecer os seus e o que fazer quando eles aparecem, sem entrar em pânico.

Flavinho Luizetto

Vida Sem Vício

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2 min de leitura

Tem dias em que a vontade de usar parece vir do nada. Mas quase nunca é do nada: existe um gatilho por trás. Aprender a reconhecer os seus gatilhos é uma das ferramentas mais poderosas para se manter firme.

  • Emocionais: raiva, tristeza, tédio, ansiedade, e até alegria em excesso.
  • Sociais: pessoas e grupos ligados ao uso, festas, certos ambientes.
  • Físicos: cansaço, fome, dor, insônia.
  • Mentais: lembranças, "comemorar" com o uso, achar que "controlo agora".

Depois de uma fissura, pergunte: o que eu estava sentindo? Onde eu estava? Com quem? Anotar isso por alguns dias revela um padrão. Quando você conhece o padrão, consegue se antecipar.

Gatilhos perdem força quando você os enxerga chegando. Veja como evitar recaída, conheça histórias reais e explore a categoria Recuperação.

Você não precisa vencer o gatilho na marra. Precisa só não obedecer a ele hoje.

O que é um gatilho?

É qualquer pessoa, lugar, emoção ou situação que reativa o desejo de usar. Pode ser interno (emoções) ou externo (ambientes e pessoas ligadas ao uso).

Como descubro meus gatilhos?

Depois de cada fissura, anote o que sentia, onde estava e com quem. Em poucos dias surge um padrão que ajuda você a se antecipar.

Dá para eliminar todos os gatilhos?

Nem sempre, mas dá para evitar muitos e aprender a atravessar os inevitáveis com um plano. Nomear o gatilho já reduz o poder dele.

Emoção boa também pode ser gatilho?

Sim. Comemorações e euforia também levam ao uso em algumas pessoas. Por isso vale conhecer todos os seus padrões, não só os negativos.

O que faço no momento do gatilho?

Nomeie o que está sentindo, mude de ambiente, acione alguém do seu apoio e use seu plano de emergência. A vontade é uma onda: sobe e desce.

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