Durante 39 anos eu vivi na revolta. Não acreditava em nada além de mim mesmo — e olha que eu já estava bem cansado de mim. A fé chegou quando eu menos merecia e mais precisava.
Não foi um raio do céu. Foi um processo: rendição, humildade e a descoberta de que eu não precisava carregar tudo sozinho.
A fé não me deu uma muleta. Ela me devolveu um sentido para continuar de pé.
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Da revolta à entrega
Eu confundia fé com fraqueza. Hoje entendo que entregar o que eu não controlo é uma das coisas mais fortes que aprendi a fazer.
A espiritualidade não substitui o tratamento — ela o sustenta. Trato a doença com ajuda profissional e sustento a alma com fé.
A fé pode ser um pilar poderoso de sustentação na recuperação, sem substituir o tratamento profissional. Espiritualidade e cuidado clínico caminham juntos.
O que fazer agora
- Permita-se buscar um sentido maior, no seu tempo e do seu jeito.
- Não use a fé como substituto do tratamento — use como sustentação.
- Cerque-se de uma comunidade que apoie a sua recuperação.
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Este conteúdo é um relato pessoal e informativo. Não substitui atendimento médico, psicológico ou emergencial. Em caso de risco à vida, procure imediatamente a emergência (192 / 190) ou o CVV (188).
