
Confiança e transparência
Como recomendamos clínicas e casas de recuperação
Escolher onde tratar um filho, um cônjuge ou a si mesmo é uma das decisões mais delicadas de uma vida. Por isso somos transparentes sobre como fazemos indicações, o que elas significam — e o que nunca substituem.
1. Como fazemos as recomendações
O portal reúne informações de clínicas e casas de recuperação em um diretório. A presença de uma instituição aqui é um ponto de partida para a sua pesquisa — nunca uma garantia de resultado nem um selo de qualidade médica.
Priorizamos apresentar dados verificáveis (contato, localização, tipo de atendimento e modalidade) e orientar a família sobre as perguntas certas a fazer antes de decidir. A decisão final é sempre sua, de preferência com apoio de um profissional de saúde.
2. O que consideramos ao listar uma instituição
- Identificação clara: razão social, endereço e formas de contato reais.
- Transparência sobre o tipo de tratamento e a equipe responsável.
- Modalidade informada com honestidade (voluntária, particular, convênio, SUS).
- Respeito aos direitos e à dignidade da pessoa em tratamento.
- Ausência de promessas de cura garantida ou milagrosa.
3. O que uma recomendação NÃO significa
- Não é um atestado de qualidade, fiscalização ou certificação médica.
- Não garante resultado, cura ou ausência de recaída.
- Não substitui a avaliação de um médico, psiquiatra ou psicólogo.
- Não recomenda internação involuntária como primeira opção.
4. Cuidados legais que você deve observar
A legislação brasileira (Lei nº 10.216/2001) protege os direitos da pessoa em sofrimento e trata a internação como recurso, não como regra. Vale conferir sempre:
- Regularidade da instituição: CNPJ ativo, alvará e licença de funcionamento.
- A internação involuntária é medida excepcional, com laudo médico e comunicação ao Ministério Público em até 72 horas.
- A internação compulsória só ocorre por determinação judicial.
- Contrato claro, com valores, serviços incluídos e regras de permanência por escrito.
- Desconfie de captação agressiva, 'sequestro terapêutico' ou coação — isso é ilegal.
5. Cuidados médicos que precisam vir antes
A escolha do tratamento deve partir de uma avaliação profissional, e não apenas de um anúncio ou indicação. Antes de internar, considere:
- Avaliação com médico ou equipe de saúde mental para definir a gravidade do caso.
- Existência de equipe multiprofissional (médico, psicólogo, enfermagem).
- Plano terapêutico individual, com acompanhamento e não só isolamento.
- Rede pública gratuita: o CAPS AD do SUS pode iniciar e conduzir o cuidado.
- Abstinência grave (tremores, convulsões, confusão) é emergência médica.
6. Independência e conflitos de interesse
Quando houver qualquer relação comercial ou de parceria com uma instituição, isso não altera os cuidados que orientamos você a tomar. Nosso compromisso editorial é com quem busca ajuda — não com quem oferece o serviço. Continuamos recomendando que você compare opções e confirme os dados por conta própria.
7. Em caso de emergência
Perguntas frequentes
O Vida Sem Vício recebe pagamento para recomendar uma clínica?
A presença de uma instituição no diretório é um ponto de partida para a sua pesquisa e nunca um selo de garantia. Quando houver qualquer relação comercial, ela é sinalizada de forma clara. A indicação jamais substitui a sua própria verificação de documentos, alvarás e da equipe da clínica.
Vocês garantem a qualidade ou a cura em uma clínica recomendada?
Não. Nenhuma recomendação é garantia de resultado, e não prometemos cura. A recuperação é um processo individual que depende de acompanhamento profissional contínuo. Nosso papel é informar e orientar quais perguntas fazer antes de decidir.
Quais cuidados legais a família deve observar antes de internar alguém?
Verifique se a clínica tem alvará de funcionamento, responsável técnico de saúde e registro nos órgãos competentes. Desconfie de locais que impedem visitas, retêm documentos ou defendem internação involuntária sem laudo médico e amparo legal. A internação involuntária exige indicação médica e segue regras específicas da lei.
Como sei se uma clínica é segura e regularizada?
Peça o CNPJ, o alvará da vigilância sanitária e o nome do responsável técnico. Pesquise o histórico da instituição, converse com a equipe e, sempre que possível, consulte o CAPS AD do SUS da sua região, que oferece atendimento gratuito e pode orientar a decisão.
Existe uma alternativa pública e gratuita às clínicas particulares?
Sim. O SUS oferece tratamento para dependência química pelos CAPS AD (Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas), com equipe multiprofissional e acompanhamento contínuo, sem custo. É um caminho legítimo e recomendado, especialmente como primeira avaliação.
O que fazer diante de uma emergência ou risco de vida?
Diante de risco à vida, surto, violência ou risco de suicídio, não espere. Ligue para o SAMU 192 (emergência médica) ou para o CVV 188 (apoio emocional 24h). A avaliação profissional imediata vem antes de qualquer pesquisa por clínica.
8. Precisa de orientação ou quer reportar algo?
Podemos ajudar você a entender os caminhos possíveis antes de decidir. E se você encontrou uma informação incorreta sobre alguma instituição, conte para a gente.